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O Festival

O CONTATO – Festival Multimídia de Rádio, TV, Cinema e Arte Eletrônica realiza sua quarta edição entre os dias 7 e 12 de outubro de 2010. Proposto pela UFSCar (www.ufscar.br), ele visa estimular o cenário cultural emergente na cidade de São Carlos e região.

Esse ano o Festival tem o objetivo de abrir espaço para uma gestão mais participativa, agregar pessoas e organizações de toda região de São Carlos que possam contribuir para a realização do 4º CONTATO. Tornar-se um modelo de gestão sustentável, solidária e colaborativa entre orgãos públicos, instituições privadas e sociedade civil. Sendo assim, a equipe do Festival almeja que gestores, pessoas envolvidas com a cultura da cidade, prossionais de arte e comunicação ajudem a desenvolver o Festival, para que o CONTATO seja cada vez mais de São Carlos para São Carlos.

O CONTATO é composto por atividades gratuitas, como oficinas, debates, exposições de arte eletrônica, sessões de cinema e shows musicais em praça pública. Em 2009, a terceira edição do Festival contou com mais de 50 atividades ao longo de seis dias de evento. O Festival tem o objetivo principal de oferecer oportundiades de formação, refelxão e fruição em Cultura e Comunicação à população da região central do Estado de São Paulo, criando asssim uma alternativa inédita no Brasil fora das grandes capitais.

4º CONTATO de 7 a 12 de outubro em São Carlos!

Edições Anteriores

1° CONTATO

A primeira edição do Festival foi realizada em São Carlos em novembro de 2007. O 1º CONTATO já apresentava uma proposta inovadora ao aliar oportunidades de fruição cultural (shows, espetáculos, exibições) e conhecimento (oficinas, palestras, debates).

A concepção do evento partia da necessidade de reflexão sobre política e produção cultural e de oferta de novas opções de fruição artística ao público. Outra preocupação do Festival era o estabelecimento de parcerias e a criação de redes de articulação entre os diversos atores da Cultura da Comunicação de todo o País.

As atividades do 1º CONTATO foram realizadas no campus da UFSCar e em diversos outros pontos espalhados pelo Município. Cultura, Arte e Comunicação pautaram as discussões realizadas ao longo do evento, tendo destaque especial as alternativas independentes de produção midiática e os encontros setoriais de Rádio, TV, Cinema e Arte Eletrônica.

Dentre as oficinas oferecidas, destacaram-se: “Criação e produção em Home Studio”, com Daniel Ganjaman e Tejo Damasceno (Coletivo Instituto); “Processo de criação no DOC TV”, com Ricardo Sá; e “Mundos Virtuais: Realidade Virtual e Arte”, conduzida por Tânia Fraga.

Enquanto isso, as experiências audiovisuais ficavam a cargo do Frame Circus. No distrito de Água Vermelha, o Festival exibiu, ao ar livre, um clássico de Chaplin, com acompanhamento ao vivo da Orquestra Experimental da UFSCar.

A programação de shows da primeira edição do Festival também foi pautada pela diversidade. Nos dois palcos montados na Estação Cultura (antiga estação da Fepasa), mesclavam-se atrações consagradas — como o tropicalista Tom Zé — a bandas emergentes no cenário musical, como os irreventes ½ Dúzia de 3 ou 4 e os locais do Plano Próximo.

Outro destaque da programação musical foi a inserção das atrações internacionais, como o australiano Daevid Allen — um dos mestres do rock psicodélico–  e os estadunidenses The DT’s, apresentando seu potente rock de Seattle.

Além dessas atividades, a primeira edição do Festival contou com uma extensa programação infantil — o CONTATINHO — e com ações desenvolvidas com parceiros externos à Universidade, como o Vídeo Festival São Carlos e o Sanca Hip Hop.

2º CONTATO

A partir do 2º CONTATO, realizado em outubro de 2008, o Festival passou a ter suas edições anuais temáticas. Inaugurando o formato, a expressão “Recombine-se” foi escolhida como a norteadora das atividades daquele ano.

Recombinando conhecimentos, ideias, pontos de vista, arte, cultura e tecnologia, o Festival alcançou o status de um dos mais representativos do interior paulista, fomentando o cenário cultural da região, integrando estudantes, artistas, produtores, músicos, comunicadores, pesquisadores e demais profissionais envolvidos com as Artes, a Comunicação e a Cultura.

Entre as novidades da edição esteve a parceria do Festival com a Jornada Científica e Tecnológica da UFSCar, que ofereceu um espaço de discussão científica e debate acadêmico sobre as áreas de atuação do Festival. Outras parcerias nesse sentido foram as estabelecidas com a Semana da Computação e a Jornada de Letras da UFSCar .

Outra novidade do 2º CONTATO foi a criação dos Debates Transversais. Esses encontros têm como foco a articulação de profissionais e de seus projetos, experiências e conquistas. Os temas escolhidos foram: “Troca de Conteúdos – a produção colaborativa como catalisadora de potenciais criativos”, “Direitos Autorais – as implicações da Lei de Propriedade Intelectual nas novas relações artísticas, culturais e midiáticas” e “Economia Solidária – as inovações sociais e o trabalho cooperativo”.

Colocando a mão na massa, o público do Festival participou intensamente das 10 oficinas oferecidas. “Mixagem e Transmissão de eventos em tempo real”, com Daniel Roviriego (Rádio UFSCar); “Circuit Bending – técnicas de manipulação de instrumentos eletrônicos de baixa voltagem para produção musical”, com Cristiano Rosa (Pan&tone); e “Live Cinema”, do grupo VDOC, foram alguns dos destaques.

Mais uma vez o Distrito de Água Vermelha presenciou um raro e belo momento proporcionado pelo Cinema. Desta vez a obra escolhida foi o filme “Testemunha Oculta”, do cineasta sãocarlense Zé Pintor. Rodada em 1969, a película nunca foi sonorizada até que uma equipe do CONTATO se envolveu nessa empreitada. Depois de vários meses ensaiando, gravando e sonorizando a produção, a estreia com  a casa – ou melhor – com a praça cheia, e trilha-sonora mais uma vez da Orquestra Experimental da UFSCar.

O Cinema também fundiu-se à arte eletrônica dando origem à instalação “Recombinando as idades da terra”, elaborada especialmente para o CONTATO a partir do filme “A Idade da Terra”, de Glauber Rocha.

Com grupos musicais vindos de diversas regiões do País, numa variação de estilos e propostas artísticas, os 18 shows foram um dos pontos de identidade do 2º CONTATO. Os shows, realizados na Praça Maria Aparecida Resitano (Praça do Mercado Municipal), lotaram a região central da cidade. A programação foi dividida em duas temáticas. A primeira noite teve o predomínio de bandas que dialogam com linguagens da MPB, indo desde o experimentalismo do Cérebro Eletrônico à classe de Jards Macalé.

A segunda noite foi dedicada a uma sonoridade mais pesada. Duas presenças internacionais foram responsáveis pelo ponto alto do Festival. O francês King Automatic – com seu one man show – e, diretamente de Seattle, a banda Mudhoney. Considerados os criadores do movimento “grunge”, o grupo levou à loucura o público presente no último dia do Festival.

Na segunda edição, o CONTATO realizou suas primeiras atividades fora do município de São Carlos, nas cidades de Analândia e Descalvado.

4 Comentários leave one →
  1. Paulo Sergio Ruzzi hiperligação permanente
    14 de Junho de 2010 14:57

    Olá ,
    Gostaria de informações para inscrever as meninas da Banda Nota Promissória no Festival contato

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